Como a nossa cabeça cria histórias do nada… e a gente acredita.
Às vezes não tem confirmação, não tem nada concreto. Mesmo assim, o cérebro vai lá e monta uma teoria inteira. Com começo, meio e fim.
A verdade é que a nossa mente odeia o vazio. Odeia não saber. Quando algo fica em aberto, quando alguém some, quando uma resposta não vem… o cérebro não aguenta. Ele prefere inventar qualquer coisa do que aceitar o “não sei”.
E aí começam as suposições.
A gente pega um detalhe pequeno e transforma em algo enorme. Uma coincidência vira sinal. Nem sempre é… mas na nossa cabeça faz sentido.
O cérebro gosta de padrões. Mesmo quando eles não existem. Ele junta pontos que não estão ligados só pra ter uma explicação. Pra se sentir no controle. Mesmo que esse controle seja falso
E quando a gente cria uma teoria, parece que tudo começa a confirmar ela. A gente só presta atenção no que reforça o que já pensou. Ignora o resto. É quase automático.
Se algo contradiz a teoria, a gente descarta. Se confirma, a gente agarra com força.
As emoções pioram tudo. Quando a gente tá mal, inseguro, cansado ou frustrado… a cabeça vira um lugar perigoso. O pensamento fica distorcido. A realidade passa por um filtro emocional. E aí não é o que é de verdade… é o que a gente sente.
Eu acho que, no fundo, a gente não quer a verdade. A gente quer uma história que explique. Algo que faça sentido. Algo que dê um motivo. Mesmo que esse motivo não seja real.
A realidade costuma ser bagunçada, confusa, sem resposta clara. Já as teorias da nossa cabeça são organizadas. Elas explicam tudo.
Talvez o maior erro seja confiar demais no que a mente cria sozinha. Sem confirmar. Sem respirar. Sem questionar.
Nem tudo é sinal.
Nem tudo é sobre você.
Nem tudo tem um significado escondido.
Às vezes… é só o que é.
E aceitar isso é bem mais difícil do que criar uma teoria na cabeça.
