Uma das teorias mais emocionantes e sombrias do Pixar Theory envolve duas personagens marcantes de filmes diferentes: Boo, de Monstros S.A., e a temida bruxa de Valente. Segundo fãs, ambas seriam a mesma pessoa em momentos distintos da vida, ligadas por perda, saudade e viagem no tempo.
Essa teoria ganhou força nas redes sociais por unir detalhes visuais, narrativos e simbólicos que atravessam o universo Pixar — e transforma uma história infantil em algo profundamente melancólico.
Quem é Boo em Monstros S.A.?
Em Monstros S.A., Boo é uma garotinha humana curiosa, destemida e extremamente afetuosa. Ela cria um vínculo emocional intenso com Sulley, o monstro que passa a protegê-la como uma figura paterna.
Quando as portas — que funcionam como portais entre mundos — são destruídas, Boo perde o único amigo que realmente a compreendia. O filme termina com um reencontro breve, mas deixa implícito que a separação foi definitiva.
É justamente nesse ponto que a teoria começa.
A perda que atravessa o tempo
A teoria sugere que, ao crescer, Boo nunca superou a perda de Sulley. Obcecada pela ideia de reencontrá-lo, ela teria dedicado sua vida a estudar portais dimensionais e viagens no tempo, uma tecnologia que já existia em Monstros S.A.
Diferente dos monstros, Boo teria levado esse conhecimento além — não apenas viajando entre mundos, mas também atravessando diferentes épocas.
A bruxa de Valente e os indícios escondidos
Em Valente, conhecemos uma bruxa excêntrica, solitária e envolta em mistério. Embora tenha pouco tempo de tela, sua oficina está repleta de pistas curiosas:
• Entalhes e símbolos que remetem a portas e olhos
• Objetos que sugerem manipulação do tempo
• A capacidade de desaparecer ao atravessar portas
• Um fascínio por transformar pessoas em ursos
Esse último detalhe é considerado um dos mais fortes indícios da teoria. A bruxa transforma a rainha Elinor em um urso — e Sulley, a grande perda de Boo, também possui uma aparência semelhante à de um urso.
Para os fãs, isso não seria coincidência.
Um ciclo de espera e arrependimento
Outro ponto recorrente na teoria é o comportamento da bruxa, que em determinado momento afirma já estar esperando alguém, como se estivesse presa em um ciclo temporal, tentando corrigir erros do passado.
Essa leitura transforma a personagem em alguém trágico: uma mulher que sacrificou identidade, sanidade e o próprio tempo em nome de uma saudade eterna.
Pixar confirma essa teoria?
Oficialmente, a Pixar nunca confirmou que Boo e a bruxa de Valente sejam a mesma pessoa. No entanto, o estúdio é conhecido por esconder easter eggs, conexões sutis e símbolos compartilhados entre seus filmes.
Isso mantém a teoria viva — e ainda mais poderosa emocionalmente.
Por que essa é considerada a teoria mais triste da Pixar?
Porque ela transforma Boo, uma criança alegre e cheia de vida, em uma figura solitária, marcada pela perda. Em vez de um final feliz, sua história se tornaria um retrato de saudade, obsessão e amor que atravessa o tempo, mas nunca se completa.
Mais do que uma vilã excêntrica, a bruxa de Valente passaria a representar a dor silenciosa que permeia todo o universo Pixar.
