Sucuris Wonka’s e a Fábrica de Chocolates de Guaratata

Em uma avenida movimentada de Guaratata, em um pequeno centro de compras, existia uma fábrica de chocolates que parecia ter saído diretamente de um conto fantástico.

Todos conheciam o lugar como a Fábrica do Willy Wonka de Guaratata.

Mas havia algo que tornava aquela fábrica completamente diferente de qualquer outra.

Os chocolates não eram preparados por funcionários comuns.

Quem comandava a produção eram cobras.

Jararacas cuidavam dos chocolates amargos. Sucuris enormes trabalhavam nos chocolates ao leite. Outras cobras ficavam responsáveis pelas trufas, bombons, recheios e pelas receitas mais misteriosas da fábrica.

E, acima de todas elas, existia uma figura que ninguém ousava contrariar... Bom, pelo menos até o momento.

A chefe das cobras.

A maior de todas em todos os sentidos.

Seu nome era Sucuris Wonka’s.

Ela se considerava a mais inteligente, a mais poderosa, a mais irresistível e, naturalmente, a mais boazinha de todas.

Sucuris Wonka’s tinha um talento especial para fazer planos. Quando alguma coisa ameaçava sua posição, ela sempre encontrava uma maneira de virar o jogo e sair por cima.

Mas havia também um personagem que fazia parte da rotina daquela fábrica.

Todos os dias, pontualmente, aparecia na loja um cliente bastante peculiar.

Seu nome era Gasparzinho Branquinho.

Ninguém sabia exatamente por que ele visitava a loja diariamente. Alguns diziam que era pelo chocolate. Outros juravam que ele estava sempre de olho em alguma coisa.

Além de cliente assíduo, Gasparzinho Branquinho também tinha um vasto conhecimento em leis.

Ele tinha o hábito de falae mais que a bica, mas também estava sempre observando tudo enquanto saboreava seus chocolates. Ele parecia prestar atenção em cada detalhe.

— Interessante… muito interessante — murmurava ele de vez em quando.

As cobras não sabiam se Gasparzinho estava ali apenas como cliente ou se, de alguma maneira, estava reunindo informações.

Sucuris Wonka’s, entretanto, nunca pareceu se importar.

Até que decidiu aplicar seu maior golpe contra o próprio Willy Wonka de Guaratata.

Durante dias, Sucuris Wonka’s movimentou suas peças cuidadosamente. Conversava com algumas cobras em segredo, plantava dúvidas entre outras e observava tudo de longe enquanto a fábrica continuava produzindo seus chocolates.

Até que, em um belo dia, começou o caos.

Os mais variados tipos de chocolates começaram a desaparecer.

Barras inteiras sumiam das prateleiras.

Trufas desapareciam dos estoques.

Bombons que deveriam seguir para a distribuição simplesmente não chegavam ao destino.

Ninguém sabia para onde estavam indo.

Willy Wonka de Guaratata começou a questionar todos.

— Quem está fazendo isso?

As cobras produtoras começaram a se acusar.

— Foi a jararaca!

— Foi a sucuri!

— Eu vi alguém entrando no depósito!

— Mentira! Você está tentando me incriminar!

Enquanto isso, Gasparzinho Branquinho continuava aparecendo todos os dias.

Sentava-se, observava a movimentação e parecia cada vez mais interessado no que estava acontecendo.

Ele sabia que, em uma história cheia de acusações, uma coisa era acusar e outra completamente diferente era provar.

E Sucuris Wonka’s?

Apenas observava.

Com aquele ar de quem sabia muito mais do que estava dizendo.

Ela se achava a fodona, a irresistível e a dona de todos os planos.

Só que havia uma coisa que ela ainda não tinha percebido:

algo maior estava prestes a acontecer.

Enquanto isso, as intrigas dentro da fábrica aumentavam.

As cobras produtoras de chocolate começaram a se dividir em grupos.

Algumas defendiam Sucuris Wonka’s.

Outras diziam que ela estava manipulando todos.

Algumas queriam descobrir o destino dos chocolates desaparecidos.

E outras simplesmente queriam sobreviver àquela guerra silenciosa.

Gasparzinho Branquinho observava tudo em silêncio.

Talvez estivesse apenas acompanhando a confusão.

Talvez estivesse juntando informações.

Ou talvez, já estivesse percebendo que aquela história ainda poderia acabar em uma grande disputa.

Foi nesse clima de tensão que uma integrante da equipe recebeu uma decisão que mudaria tudo.

A ordem veio de cima.

Lady Sofia deveria deixar a fábrica.

Ninguém explicou todos os motivos. Ninguém revelou tudo o que estava por trás daquela decisão.

Mas havia uma sensação no ar de que aquela história estava longe de terminar.

Antes de sair, Lady Sofia olhou para trás, manteve a cabeça erguida e disse:

— Eu vou embora, mas vou de cabeça erguida. Porém, ainda há muito por vir… e não será da minha boca.

E foi embora.

A porta da fábrica se fechou.

Gasparzinho Branquinho, que estava próximo, apenas ficou em silêncio.

Talvez soubesse que aquela despedida ainda poderia render muitos capítulos.

Quem tomou aquela decisão talvez ainda não tivesse percebido uma coisa:

mandar Lady Sofia embora poderia acabar se tornando um daqueles erros que custam caro.

Porque, enquanto ela saía de cabeça erguida, muita coisa permanecia escondida dentro daquela fábrica.

Os chocolates continuavam desaparecidos.

As cobras continuavam trocando acusações.

Sucuris Wonka’s ainda acreditava estar no controle.

Gasparzinho Branquinho continuava aparecendo todos os dias, observando cada movimento.

E Willy Wonka de Guaratata começava a perceber que talvez o verdadeiro problema fosse muito maior do que imaginava.

Quanto aos chocolates desaparecidos?

Ninguém ainda sabia para onde eles tinham ido.

E talvez essa fosse justamente a parte mais perigosa da história.

Porque quando os chocolates finalmente aparecerem, muita coisa poderá mudar.

Quem realmente estava por trás de tudo?

Qual era o verdadeiro plano de Sucuris Wonka’s?

O que Gasparzinho Branquinho, havia percebido? 

E será que quem decidiu mandar Lady Sofia embora vai se arrepender?

Essas respostas ficaram para o próximo capítulo.

Continua…

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