O sonho começa de forma inquietante.
Tudo surge em uma estrada de terra estreita, cercada por árvores altas, secas e retorcidas, que parecem se perder na escuridão da noite. Não há luz, não há estrelas, não há qualquer sinal de vida ao redor — apenas o caminho à frente e uma sensação sufocante de que algo está errado.
O vento sopra com força.
Uma corrente de ar intensa atravessa a estrada, levantando poeira e fazendo os galhos secos balançarem de maneira assustadora, produzindo sons que lembram sussurros no meio da escuridão.
Cada passo parece inútil.
Por mais que se tente seguir em frente, a saída nunca aparece. O caminho continua estreito, sombrio e sem fim, como se a estrada levasse sempre ao mesmo lugar.
A sensação é de estar preso.
O ambiente se torna cada vez mais pesado, mais escuro, mais silencioso, até que, de repente, tudo muda.
Como em um corte brusco de cena, a estrada desaparece.
Em um instante, o cenário muda completamente e o sonho leva para dentro de um quarto.
No chão, sob uma luz fraca, há um corpo caído.
Imóvel.
Uma faca está cravada no peito, enquanto uma poça de sangue se espalha lentamente pelo piso.
Mas o mais perturbador não é a cena em si.
Ao lado do corpo, uma presença permanece em pé, observando tudo em silêncio — como se fosse o próprio espírito assistindo àquela imagem assustadora.
A sensação é estranha, quase impossível de explicar.
É como se a consciência estivesse separada do corpo, apenas olhando, sem conseguir reagir, tentando entender o que aquilo significa.
O quarto permanece em silêncio absoluto.
Nenhum som.
Nenhum movimento.
Apenas a visão daquela cena congelada no tempo.
E então, no auge da tensão, vem o despertar.
Os olhos se abrem.
O quarto está normal.
Não há sangue, não há faca, não há ninguém no chão.
Mas o medo continua presente, como se parte do sonho ainda tivesse ficado ali.
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Sonhos
