O ano de 2026 marca oficialmente o fim dos orelhões no Brasil. Os tradicionais telefones públicos, que por décadas fizeram parte da paisagem urbana e da rotina da população, começarão a ser retirados definitivamente das ruas em todo o país a partir de janeiro.
Símbolos de uma época em que a comunicação dependia de fichas e cartões telefônicos, os orelhões se tornaram praticamente obsoletos com o avanço da telefonia móvel e da internet.
Ainda existem milhares de orelhões no país
Mesmo em desuso, os telefones públicos ainda estão presentes em várias cidades brasileiras. Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Brasil ainda conta com cerca de 38 mil orelhões espalhados pelo território nacional.
Em Guaratinguetá, no interior de São Paulo, 91 aparelhos ainda permanecem instalados em vias públicas, embora muitos já estejam desativados ou sem manutenção adequada.
Operadoras deixam de ter obrigação legal
Com o encerramento dos contratos de concessão, operadoras como Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica deixam de ter a obrigação legal de manter a infraestrutura de telefones públicos.
Isso significa que a manutenção, reposição e funcionamento dos orelhões não serão mais exigidos por lei, abrindo caminho para a retirada definitiva dos equipamentos.
Retirada será gradual e não imediata
Apesar do início do processo em janeiro de 2026, a remoção dos orelhões não acontecerá de forma imediata em todos os locais. A prioridade será a retirada de carcaças e aparelhos já desativados.
Os telefones públicos serão mantidos apenas em regiões específicas, principalmente em cidades ou áreas onde não há cobertura adequada de telefonia celular. Mesmo nesses casos, a permanência será temporária, com prazo máximo previsto até 2028.
Mudança de hábitos e avanço da tecnologia
A decisão reflete uma profunda mudança nos hábitos da população. O uso massivo de celulares, aplicativos de mensagens e chamadas por internet tornou os orelhões praticamente desnecessários no dia a dia.
O encerramento dos telefones públicos simboliza não apenas uma atualização tecnológica, mas também o fechamento de um capítulo importante da história das comunicações no Brasil.
Orelhões: memória urbana e patrimônio cultural
Embora deixem de cumprir sua função prática, os orelhões permanecem na memória coletiva como ícones da vida urbana brasileira. Presentes em filmes, novelas e no cotidiano de gerações, eles marcaram uma era em que se comunicar exigia planejamento e paciência.
O fim dos orelhões representa o avanço inevitável da tecnologia, mas também desperta nostalgia em quem viveu essa fase da história.
